De bem com o dinheiro....


 

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Escrito por Liliane Oraggio    

Para qualquer outra questão sobre este texto, pode-nos escrever para o nosso correio electrónico e darei mais explicações ou retirarei duvidas

 

A importância do dinheiro vai muito além do que ele pode comprar. Ele está presente em todos os momentos da nossa vida e envolve educação, religião, saúde, governo, trabalho e ainda influi fortemente nas nossas relações. Quem nunca ouviu falar de casamentos e amizades abalados por crises financeiras?
Para qualquer pessoa que deseja entender o significado d
a sua própria vida, é imperativo compreender o dinheiro como uma energia. Ele é um espelho que reflecte a nossa personalidade.
Em outras épocas, nem todo
o mundo desejava dinheiro acima de qualquer coisa. As pessoas ansiavam por salvação, beleza, poder, força, prazer, propriedade, comida, aventura, conquista, conforto. Mas, nesse exacto momento no tempo e no espaço, o dinheiro (…) é o que todo mundo deseja”, afirma Jacob Needleman, professor de filosofia e religião da Universidade Estadual de São Francisco, Califórnia, autor do livro "O Dinheiro e o Significado da Vida". Independentemente de ter ou não uma conta bancária bem recheada, a forma de lidar com o dinheiro pode dizer muito sobre o seu jeito de ser e os valores que norteiam a sua vida.

E, por incrível que pareça, aí se reflectem as suas emoções: “Dinheiro e afecto estão intimamente ligados, pois a primeira coisa para se dar bem com o dinheiro é perceber que ele é uma energia de troca. Assim como as relações afectivas, exige equilíbrio no fluxo de dar e receber. Quem têm problemas financeiros certamente tem dificuldades afectivas, pois isso demonstra que as trocas estão descompensadas”, diz a paulista Glória Maria Garcia Pereira, socióloga e consultora de empresas, autora do livro "A Energia do Dinheiro". Segundo ela, não é o trabalho ou a herança que geram riqueza mas sim os pensamentos que temos a respeito do dinheiro. Por exemplo, se estamos fixados na ideia de que o dinheiro é muito difícil de ganhar e só vem como resultado de muito esforço e sofrimento, assim será. Uma mudança nesse padrão de pensamento é fundamental para entrar no fluxo da abundância e ter mais prazer com o que se ganha e com o que se gasta. Isso aconteceu com a bancária aposentada Keiko Tanaka, 50 anos, de São Paulo:

“Costumava pensar na prestação da casa própria como uma dívida pesada e não como um investimento no meu bem-estar. Com essa inversão de pensamento, passei a gostar mais a casa e não deixei que essa preocupação cortasse o meu prazer de estar ali”. Gastos, contas no final do mês, incerteza sobre o futuro são preocupações permanentes da maioria dos adultos e escondem questões muito mais profundas. “Elas nada mais são do que o reflexo da angústia que sentimos em relação a nós mesmos: quem somos? O que somos? O que realmente faz sentido nas nossas vidas? (…) Para responder a isso, temos de cultivar os valores do contacto humano, a fonte maior da nossa felicidade, muito superior às posses materiais”, diz o filósofo Needleman em entrevista à revista Meu Dinheiro (ed. Abril).

Esse questão é tão íntimo quanto os dados a respeito do saldo bancário ou o valor da renda mensal, que geralmente mantemos em sigilo. E aí está mais um factor que aproxima o dinheiro do processo de auto conhecimento. Só você pode decidir sobre esses campos fundamentais da vida. Ou seja, tanto quanto os sentimentos, o dinheiro nos remete a nós mesmos e a nossa acção no mundo.


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