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De bem com o dinheiro....
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Escrito por
Liliane
Oraggio
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Para qualquer outra questão sobre este texto, pode-nos escrever para o nosso correio electrónico e darei mais explicações ou retirarei duvidas

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A importância do
dinheiro vai muito além do que ele pode comprar. Ele está
presente em todos os momentos da nossa vida e envolve educação,
religião, saúde, governo, trabalho e ainda influi fortemente
nas nossas relações. Quem nunca ouviu falar de casamentos e amizades
abalados por crises financeiras? E, por incrível que pareça, aí se
reflectem as suas emoções: “Dinheiro e afecto estão intimamente
ligados, pois a primeira coisa para se dar bem com o dinheiro é
perceber que ele é uma energia de troca. Assim como as relações
afectivas, exige equilíbrio no fluxo de dar e receber. Quem têm
problemas financeiros certamente tem dificuldades afectivas,
pois isso demonstra que as trocas estão descompensadas”, diz a
paulista Glória Maria Garcia Pereira, socióloga e consultora de
empresas, autora do livro "A Energia do Dinheiro".
Segundo ela, não é o trabalho ou a herança que geram riqueza
mas sim os pensamentos que temos a respeito do dinheiro. Por
exemplo, se estamos fixados na ideia de que o dinheiro é muito
difícil de ganhar e só vem como resultado de muito esforço e
sofrimento, assim será. “Costumava pensar na prestação da casa própria como
uma dívida pesada e não como um investimento no meu bem-estar.
Com essa inversão de pensamento, passei a gostar
mais a casa e
não deixei que essa preocupação cortasse o
meu prazer de estar
ali”. Gastos, contas no final do mês, incerteza sobre o futuro
são preocupações permanentes da maioria dos adultos e escondem
questões muito mais profundas. “Elas nada mais são do que o
reflexo da angústia que sentimos em relação a nós mesmos: quem
somos? O que somos? O que realmente faz sentido nas
nossas vidas?
(…) Esse questão é tão íntimo quanto os dados a respeito do saldo bancário ou o valor da renda mensal, que geralmente mantemos em sigilo. E aí está mais um factor que aproxima o dinheiro do processo de auto conhecimento. Só você pode decidir sobre esses campos fundamentais da vida. Ou seja, tanto quanto os sentimentos, o dinheiro nos remete a nós mesmos e a nossa acção no mundo. |
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